O crédito automóvel tem estado numa onda de crescimento ao longo dos últimos anos, na sequência do fim da intervenção do FMI (leia-se, “o tempo da Troika”), em 2014. Apesar da forte retração que o mercado verificou durante o ano de 2019, é de esperar que muitos negócios de compra e venda de automóveis, novos e usados, a marcas, stands ou particulares, continuem a ocorrer num futuro próximo em Portugal. O parque automóvel português está relativamente envelhecido e as pessoas sentem a necessidade de investir.
Assim, é necessário ter algumas precauções no que respeita à pesquisa e obtenção de crédito automóvel. Eis algumas das principais dicas neste domínio.
Atenção à TAEG
A taxa anual de encargos efetiva global é um valor central a ter em conta quando se contrata um crédito. O Banco de Portugal alerta que os bancos e as instituições financeiras não podem aplicar uma TAEG superior ao que o próprio Banco estabelece.
Ponderar alternativas
A compra de automóvel não é a única possibilidade. O leasing e o aluguer de longa duração (ALD) fizeram o seu caminho no mercado português ao longo das últimas décadas e, em muitos casos, podem ser uma vantagem. Em lugar de fazer um grande investimento num bem sujeito a altos níveis de degradação do valor, o condutor pode optar por uma forma de investir mais suave. E que, além disso, se torna mais conveniente em termos de encargos com a manutenção do veículo.
Outra possibilidade é a compra com reserva de propriedade. Neste modelo, o automóvel é dado como garantia ao banco no momento da compra (por exemplo, caso o comprador venha a não conseguir cumprir com as suas obrigações mensais em termos de pagamento de prestação). Com esta garantia, a instituição financeira tenderá a aplicar taxas de juro mais baixas do que no caso da compra sem reserva de propriedade.